O segredo da Torre Pisa

Cientistas descobrem o que mantém a Torre de Pisa de pé

A Torre de Pisa, inaugurada em 1372 e conhecida mundialmente por sua inclinação, era um grande mistério até para engenheiros: como o campanário, construído há mais de 600 anos e após 4 terremotos, resiste mesmo sendo tão inclinada?

Um grupo de 16 engenheiros da universidade italiana Roma Tre e da universidade inglesa de Bristol descobriu que o que mantém a torre de pé é o mesmo fator que a inclinou: o solo. “Podemos dizer agora que, ironicamente, o mesmo solo que causou a inclinação da torre e a levou à beira do colapso também a ajudou a superar os episódios sísmicos”, disse George Mylonakis, do departamento de Engenharia Civil da Universidade de Bristol.Composto por argila e areia, o terreno, pouco firme para sustentar uma construção de quase 15 mil toneladas, começou a afundar e inclinar a torre logo após apenas três andares concluídos. A construção parou por quase 100 anos, quando mais quatro andares, ligeiramente mais altos de um lado, foram construídos para tentar compensar a inclinação. Porém, o excesso de peso fez com que a torre afundasse, dessa vez, para o outro lado.

O segredo, portanto, para a manutenção da Torre de pé é uma interação dinâmica entre solo e estrutura (DSSI), ou seja, uma combinação entre as características do terreno, o solo macio, e sua estrutura, altura e rigidez. Isso faz com que a ressonância dos movimentos sísmicos seja menor e reduz os efeitos dos tremores.

Com 55 metros de altura e 300 degraus, a torre projetada para abrigar o sino da catedral da cidade italiana de Pisa, pende em um ângulo de cinco graus, o que faz com que fique até cinco metros fora do eixo no seu topo. Diversas foram as tentativas que o governo italiano tentou para evitar a contínua inclinação da edificação, inclusive proibindo a visitação do público entre 1990 e 2001. Após 11 anos de trabalho de restauração e a redução da inclinação em 40 centímetros, a Torre foi reaberta ao público após solucionar o problema com a extração controlada de parte do subsolo do lado oposto do declive.

Os resultados dos novos estudos feitos pelos cientistas italianos e ingleses serão apresentados em junho na Grécia, durante a 16ª Conferência Europeia de Engenharia e Terremotos.

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